Um estudo longitudinal de larga escala, publicado no Canadian Medical Association Journal (CMAJ), revelou que a adesão à dieta EAT-Lancet, chamada também de "Dieta Planetária" está associada a uma redução significativa no risco de desenvolvimento de Doença Renal Crônica (DRC). A pesquisa analisou dados de mais de 179.000 participantes do UK Biobank ao longo de 12 anos, consolidando a nutrição de base vegetal (plant-forward) como um pilar preventivo essencial contra uma patologia que deve se tornar a quinta maior causa de morte no mundo até 2040.
Diferente de estudos observacionais simples, a pesquisa utilizou análises avançadas de proteômica e metabolômica para identificar como a dieta protege os rins. Foram mapeados 122 metabólitos e 143 proteínas que medeiam o impacto positivo da alimentação, incluindo marcadores ligados à insaturação de ácidos graxos e à redução de processos inflamatórios.
Na indústria de ingredientes, os achados reforçam a importância do foco em soluções que mimetizam os benefícios sistêmicos de dietas ricas em vegetais, além da oportunidade de desenvolver produtos com baixo teor de processamento e alta densidade de nutrientes funcionais. A pesquisa também ressalta o uso de dados proteômicos para criar alimentos que atendam indivíduos com predisposição genética a doenças renais.
O estudo destacou que o efeito protetor da dieta plant-forward foi ainda mais acentuado em indivíduos que vivem em áreas urbanas com pouco acesso a espaços verdes ou que possuem vulnerabilidades genéticas. Isso sugere que a nutrição pode atuar como um "amortecedor" biológico contra riscos ambientais e hereditários, reforçando o papel dos ingredientes de base vegetal na saúde pública moderna.
A "Dieta Planetária" é conhecida como o principal exemplo de dieta sustentável. Baseada em alimentos vegetais, grãos e leguminosas, a dieta tem como foco o cuidado com o ambiente e a saúde, reduzindo especialmente o consumo de carne e açúcar.