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Licuri, o ouro do sertão, também pode ser a nova aposta do mercado de proteínas alternativas

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) realizou o I Simpósio da Cadeia Produtiva do Licuri para aproximar empresas, universidades e comunidades locais do bioma Caatinga e apresentar aos participantes novas moléculas bioativas com potencial econômico para a indústria cosmética e farmacêutica. Além disso, os painéis e discussões mostraram os avanços científicos por trás dessas descobertas e também as oportunidades de negócio geradas a partir dos novos usos do licuri.

O evento foi viabilizado em parceria com o Núcleo de Bioprospeção da Caatinga e a Cooperativa de Produção da Região do Piemonte da Diamantina (COOPES) e aconteceu em Capim Grosso, cidade do interior da Bahia onde será instalada uma usina de processamento da Coopes com o apoio do projeto Cadeia Produtiva do Licuri.

O licuri e seus usos

O Licuri é o fruto de uma palmeira nativa da Caatinga, a Syagrus coronata, que já há algum tempo, compõe a economia e a sobrevivência de famílias do sertão da Bahia. Geralmente são as mulheres que coletam o coquinho para serem vendidos em feiras ou consumidos de diversas formas. Da amêndoa, são feitos leite, cocada, farofa, licor, e também podem ser consumidas in natura. Estudos comprovaram que o óleo de sua amêndoa possui ação antibacteriana, antifúngica, antiparasitária e anti-inflamatória, sendo utlizado pelas comunidades locais como cicatrizante, para controle da pressão alta e do diabetes.

O objetivo agora é continuar a pesquisar o potencial nutricional do resíduo do seu processamento, que pode ser utilizado para produzir farinhas e concentrados proteicos. “Estamos estudando o potencial do licuri para gerar farinhas e ingredientes para a produção de proteínas alternativas”, explicou Bruno Nunes, coordenador-Geral de Ciência para Bioeconomia do MCTI, também à frente do Programa Cadeias Produtivas da Bioeconomia MCTI.

Potencial para o setor de proteínas alternativas

O GFI Brasil tambpem esteve presente e contribuiu com o painel “Experiências Empresariais”. Gus Guadagnini, diretor executivo do GFI Brasil, falou sobre o potencial dos biomas brasileiros dentro do setor de proteínas alternativas, sendo peça importante na criação da cadeia de produção de alimentos do futuro. Neste contexto, o licuri pode ter grande relevância. “A torta desengordurada que se forma após a extração do óleo do licuri possui um teor interessante de proteínas de ótima qualidade que pode se transformar em ingredientes importantes para o mercado de proteínas alternativas”, explica Luciana Fontinelle, especialista de ciência e tecnologia do GFI Brasil.

Iniciativas que apoiam a exploração sustentável da biodiversidade brasileira são de extrema importância em diversos sentidos, uma vez que contribuem para a preservação ambiental, gera fontes de renda para comunidades locais, fortalece a economia nacional e ainda promovem o avanço científico. “Nós do GFI acreditamos que a biodiversidade brasileira pode oferecer diversos ingredientes para o mercado nacional e internacional de proteínas alternativas. O bioma Caatinga, com certeza, é uma parte importante desta construção, contribuindo com a riqueza das suas espécies nativas, principalmente o Licuri, o ouro do sertão”, conclui Luciana.

O Simpósio está disponível na íntegra online e você pode assistí-lo clicando aqui.








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